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Comportamento humano influencia a economia e a saúde

Nobel de economia

Para compreender a economia, é preciso primeiro compreender o comportamento humano. Esta é a premissa do estudo do acadêmico norte-americano Richard H, Thaler, Nobel de Economia neste ano. A pesquisa revoluciona o estudo da economia mundialmente porque, até então, os modelos que tentavam sistematizar e prever as reações das pessoas partiam do pressuposto de que elas tomavam decisões racionais com base nas informações às quais elas teriam acesso.

Porém, nas últimas décadas diversos pesquisadores têm se dedicado a mostrar que os seres humanos não são tão racionais em suas escolhas. Um exemplo utilizado nos estudos de Thaler envolve taxistas. Ele observou que estes profissionais costumam estabelecer a sua jornada com metas financeiras, ou seja, quando eles atingem um determinado valor, encerram o seu turno. Na prática, em dias de maior movimento eles atingem esta meta mais cedo, justamente quando a demanda pelo serviço é mais alta. A decisão “racional” seria continuar trabalhando e aproveitar o movimento para ganhar mais dinheiro, mas não é o que foi observado.

Este é apenas um dos experimentos que reforçam as evidências de que as pessoas nem sempre consideram todas as alternativas possíveis ao tomar decisões econômicas, o que interfere nas consequências de longo prazo. No estudo, Thaler também explica as dificuldades em cumprir metas de ano-novo e até mesmo por que as pessoas são tão relutantes em investir a longo prazo, como é o caso da aposentadoria.

No entanto, o estudo não indica que o comportamento das pessoas seja imprevisível. Segundo o acadêmico, as pessoas saem da racionalidade de maneiras coerentes, ou seja, o comportamento delas pode ser sistematizado e antecipado.

Como se aplica à saúde

Embora o acesso à informação esteja cada vez mais amplo, nem sempre as pessoas optam pelas escolhas que representam mais saúde e qualidade de vida. Por exemplo, não é segredo para ninguém quais alimentos são mais ou menos saudáveis. Ainda assim, pessoas que sabem desta diferença optam por alimentos mais calóricos e pobres em nutrientes. Isso pode acontecer simplesmente por hábito ou preguiça.

O mesmo se aplica à realização de algum tipo de atividade física. Mais importante do que a simples manutenção do peso, ela é essencial para prevenir algumas doenças, melhorar o condicionamento físico e aumentar as chances de envelhecer com qualidade de vida. No entanto, mesmo sabendo dos problemas que o sedentarismo pode acarretar no futuro, as pessoas tomam decisões imediatas e mais cômodas.

Fontes: Folha de São Paulo / Estado de São Paulo / BBC

Nobel de economia